"O mundo está vivendo um tempo conturbado. De todos os lados percebe-se o receio das nações quanto ao futuro e embalados por tais acontecimentos, não faltam aqueles que se aproveitam do atual quadro de desespero e desalento gerais para auferir lucros e vantagens de todos os tipos. No cinema a onda agora são os filmes apocalípticos, que exploram a temática da destruição iminente, causada por alguma tragédia natural, uma hecatombe nuclear ou ainda uma invasão alienígena. Não faltam temas e criatividade a escritores e cineastas sobre o assunto. Pelo que parece, o desconhecido e a desgraça rendem milhões de dólares mundo afora. Enquanto isso, no nosso mundo real, precisamos conviver com o fantasma das economias em crise, recessão, desemprego e outra série de fatores nada agradáveis para quem quer que seja. Uma coisa é certa, se os governantes não tomarem medidas corretas no que tange ao uso do dinheiro público e equidade fiscal, todos os nossos receios por mais imaginários que possam ser podem se tornar realidade num futuro cada vez mais incerto. Já temos os sinais ou presságios diante de nós, que nos atenhamos aos fatos."
Um Blog que traz citações importantes de livros, revistas e textos diversos selecionados pelo autor.
domingo, 7 de agosto de 2011
UM MUNDO CONTURBADO
Tempos Inseguros
"Os Breiviks andam por toda parte do mundo. Onde houver um coração inclinado a dar ensejo às suas insanidades, seja em nome de uma ideologia nacionalista ou de um arroubo religioso, estamos certos de que alguma tragédia se dará em algum rincão do globo. Os tempos em que vivemos fertilizam tais pensamentos e não faltarão, indubitavelmente, atores para por tais idéias em prática. O mundo se tornou um lugar inseguro e imprevisível em todos os aspectos. Como disse certo escritor cristão já falecido: "O espírito da humanidade tem medo" e este medo é razoável."
Comentário ao artigo "O perigo de haver mais 'Breiviks' " no Diário de Noticias de Portugal
sábado, 6 de agosto de 2011
COMUNHÃO E ALTERIDADE
"É na interrelação dos indivíduos que se dá a compreensão da importância da alteridade. Se somos isolacionistas ou se temos a mania de filtrar nossas relações por puro preconceito ou por acharmos o próximo inferior a nós,estamos na contramão da Palavra. Precisamos valorizar as interrelações sociais como instrumento de autoconhecimento e de comunhão com irmãos de vários matizes sociais e culturais. "Ninguém busque o seu proveito próprio, mas cada um o que é de outrem" (I Co 10.24). Não somos uma ilha,precisamos uns dos outros. Celebremos, portanto, as diferenças como oportunidades de revelarmos nosso verdadeiro amor cristão."
Meu comentário à postagem "A Antropologia da Amizade" no blog Mulheres Sábias
Marcadores:
Alteridade,
Amor cristão,
Comunhão,
Interrelações
terça-feira, 2 de agosto de 2011
O Apocalipse chegou
"Todo mal existente no mundo e as conseqüências funestas que dele decorrem,resultam do egoismo e da ausência de alteridade perceptível nos homens. Vivemos a era da "paródia vazia", da ausência de sentido existencial e do caos generalizado. As sociedades estão sendo empurradas paulatinamente para sua barbárie final. Não é necessário ser vidente ou profeta para perceber isso, o apocalipse chegou! Em que pesem os argumentos e as invectivas dos céticos de plantão é a verdade. Contra ela não há argumentos!"
Marcadores:
Apocalipse,
Ausência de sentido,
Fim dos tempos,
Mal
domingo, 31 de julho de 2011
A Ascenção do Inumano
"O conhecimento técnico-científico tem assumido um papel preponderante neste século. É óbvio que ele é importante para a sociedade porque é fomentador de desenvolvimento e progresso, mas não deve se sobrepor em importância as demais áreas do conhecimento humano e, tampouco, ter maior autoridade. Na verdade, precisamos de disciplinas humanizadoras que nos façam pensar a questão da alteridade e da importância de equilibrarmos as nossas ações com base a formar indivíduos que tenham criticidade em um mundo cada vez mais desumano.
A ascensão do inumano de Lyotard (o mundo dominado pelas máquinas) não é uma ficção, mas um fato incontestável. O ser humano vai ficando na margem do processo enquanto paulatinamente vai sendo substituído por inteligências artificiais - mecanismos sem coração. O resultado está aí para ser visto, uma legião de desempregados sem perspectivas esperando por um futuro cada vez mais sombrio.
Jean-François Lyotard seguindo uma linha crítica atrelada às mazelas produzidas pelo capitalismo, afirma que o jogo do mercado mundial em vez de propor saídas, amplia as desigualdades e se aproveita das mesmas para ampliar a especulação. Ele acrescenta: “o desenvolvimento das tecnologias se tornou o um meio de incrementar essa enfermidade, e não de acabar com ela.”
Meu comentário ao artigo "Os multiplos interesses do ser humano" de Anselmo Borges no Diário de Notícias de Portugal.
Marcadores:
Conhecimento,
Cultura,
Sociedade,
Tecnologia
sábado, 30 de julho de 2011
O Legado de John Stott

"Stott se foi para estar com o mestre, mas o seu legado permanece indelével em seus livros e nos corações dos santos em todo o mundo. Suas obras agora são a sua voz; que continuarão falando, ensinando e inspirando sob a ação do Espírito Santo a milhões de almas sequiosas da verdade. O seu desaparecimento é de incalculável perda para a igreja, mas de eterno ganho para os céus.
O salmista declara: "Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos" (Sl 116.15). E Apocalipse reitera: "E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os seguem (Ap 14.13).
Comentário à postagem "Morreu o Reverendo Stott" no blog do pastor Guedes.
Radicalismos e Heresias
"Os radicalismos e as heresias têm uma raiz comum. Nascem sempre de visões particulares, interpretações equivocadas e zelos extremados pela religião ou mandamentos da mesma. O fanatismo é sempre regido pela insensatez e pelo absurdo. Daí, em nome da fé ou de Deus cometer-se tantas atrocidades.
O norueguês que perpetrou os atentados ao seu próprio povo é um exemplo altissonante do que o fanatismo pode produzir. A religião sem sobriedade e equilíbrio bíblico autêntico, trasformam indivíduos ingênuos em máquinas de matar ou em camicazes em nome de Deus.
Não importa o grau desse fanatismo, se é pouco ou muito. Ele sempre produzirá resultados não salutares ao indivíduo. Isto porque em seu bojo, tal comportamento revela as distorções da alma do indivíduo, sua cegueira e inaptidão pelo discernimento do que verdadeiro. Por esta razão nunca faltarão pretensos aspirantes à mártir ou loucos nos moldes de Hitler, Mc Veigh ou Bin Laden. Enquanto houver religiões e o combustível alienante e compulsivo do ódio, da intolerância e das ideologias xenofóbicas, estaremos sempre sobre um barril de pólvora prestes a explodir."
Comentário à postagem "Nunca aprendeu o que é ser luterano" no blog Ovelha Perdida
Marcadores:
Heresia,
Radicalismo,
Religião,
Terrorrismo
Assinar:
Postagens (Atom)